Cadeia do leite: essencial e complexa

Cadeia do leite: essencial e complexa

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

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O mercado de lácteos, no Brasil, é uma gangorra: alterna períodos de excesso de oferta e preços vilipendiados que não repõem os custos de produção com épocas de escassez e preços elevados. É ilusório pensar que em uns períodos quem ganha é o consumidor e, em outros, o produtor ou a indústria.  Na verdade, todos perdem. Preservar e viabilizar a cadeia produtiva do leite é uma questão de segurança alimentar para o  País. O leite é essencial para a nutrição humana e tem grande importância social e econômica para Santa Catarina: é produzido por 80.000 produtores rurais e está presente em 80% dos estabelecimentos com até 50 hectares. O sucesso ou o fracasso econômico da atividade leiteira reflete-se de imediato no cotidiano de vasta parcela da população catarinense, daí porque a Faesc, o Senar, os Sindicatos  Rurais e as cooperativas dedicam especial atenção a esse ramo do agronegócio.

O leite deixou de ser uma atividade secundária e passou a ser uma das principais geradoras de renda para o produtor catarinense em razão da conjugação de vários fatores que tornaram o Estado o quarto maior produtor nacional, como as condições naturais favoráveis, a concentração da produção e a exclusão de produtores de outras cadeias produtivas, a adoção de sistemas eficientes de produção e a irreversível profissionalização dos criadores.

         Portanto, é preciso resgatar a viabilidade da atividade para que o produtor tenha renda e, a sociedade, matéria-prima de primeira necessidade. Uma das alternativas é tornar o Brasil um exportador de produtos lácteos. Para isso, devem ser adotadas medidas que estimulem o consumo interno e oportunizem as vendas externas.

         Nesse momento, a pecuária de leite em Santa Catarina está passando por um período difícil: o produtor rural amarga seis meses de preços em queda. Essa situação é causada pela redução generalizada de consumo de leite e de todas as linhas de produtos lácteos industrializados pelas famílias brasileiras. Nunca o Brasil consumiu tão pouco leite. A queda no consumo está na raiz da crise  como reflexo indesejável do desemprego que recuou, mas, ainda atinge 12 milhões de famílias. O resultado é inevitável: os preços pagos pelos Laticínios na compra da matéria-prima dos produtores rurais vão se achatando.

Um grande esforço de profissionalização está sendo feito pelo Senar e pelo Ministério da Agricultura em Santa Catarina mediante investimentos de R$ 6,5 milhões no programa de assistência técnica e gerencial (AteG Leite). O foco principal é proporcionar melhoria na produção e aumento da rentabilidade demonstrando a potencialidade da cadeia produtiva do leite. Dia 24, em Chapecó,          produtores rurais de todo o Estado estarão reunidos no Seminário de Bovinocultura de Leite que será desenvolvido, das 8h30 às 13 horas, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nês. Será um momento para refletir sobre esse importante setor da economia.

Por: José Zeferino Pedrozo/ Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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