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MG: produtores e laticínios investem em qualidade
quinta-feira, 29 de julho de 2010 - 10:24
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Cerca de 150 produtores das regiões da Zona da Mata e Campos das Vertentes, em Minas Gerais, ligados ao Programa de Qualidade para Certificação, têm se preocupado mais com a higienização do leite, o que para alguns têm rendido um bônus de R$ 0,05 por litro. O programa desenvolvido pelo Pólo de Excelência do Leite, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, fornece aos produtores orientações em relação a práticas de higiene no transporte do leite e na ordenha.

Os produtores aprendem, por exemplo, a usar um kit de ordenha, que consiste em um cinturão onde carregam uma solução para fazer a limpeza das mãos e dos tetos da vaca, e papel-toalha para secagem. "Trata-se de uma solução simples, mas que permitiu em alguns casos, a redução da contagem bacteriana total (CBT) de 30 milhões por mililitro para cerca de 400 mil", explica o gerente de qualidade da Qconz, empresa responsável pelo treinamento dos produtores e controle da qualidade do leite, Lomanto Moraes.

Laticínios

O programa, criado em março deste ano, visa a melhorar a qualidade do leite produzido e envolve não só os produtores de leite, mas principalmente os laticínios, que agora estão passando por um processo de certificação. "O objetivo é conseguir evidenciar, por meio de uma certificação, a qualidade do leite, o que servirá de base para a estruturação de uma plataforma de exportação", diz o gerente executivo do Pólo, Airdem Assis.

O selo, denominado Cert Leite, possui três categorias, segundo explica o gerente comercial da TÜV Rheinland, certificadora responsável pela elaboração do selo, Daniel Gularte. A primeira categoria determina a adoção de protocolos de Boas Práticas de Fabricação (BPF) e de Procedimento Padrão de Higiene Operacional (PPHO). Para a segunda categoria (prata), o laticínio precisa implementar a Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), "ou seja, precisa identificar e neutralizar possíveis riscos de contaminação", explica Gularte. Já para conseguir a classificação ouro, o laticínio precisa adotar essas regras e ainda cumprir algumas normas relacionadas à gestão do negócio.

O primeiro laticínio, o MB Laticínios, foi certificado este mês com o selo prata, segundo Gularte. A diretoria da empresa conta que após as adequações e também o trabalho junto aos produtores que fornecem o leite (os 150 que participam do programa são fornecedores do laticínio) o produto final atinge padrões europeus. Agora, a empresa pretende expandir o trabalho de orientação para mais 550 produtores. A próxima etapa do programa, segundo Assis, envolve a certificação de mais 100 laticínios, o que representa a ampliação exponencial da quantidade de produtores que passarão a receber orientações sobre boas práticas.

A matéria é de Leandro Costa,

Fonte:  O Estado de S.Paulo







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O período é de entressafra na produção leiteira. Nessa época, tradicionalmente o produto tende a ter aumento de preço para o atacadista e, consequentemente,para o consumidor.Você ja sente a diferença de preço?

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